terça-feira, 29 de março de 2011

Boa Tarde

Autorretrato

Dá-se o nome de autorretrato, quando o retratista procura descrever o seu aspeto e o seu carácter, revelando o que captou da expressão mais profunda de si mesmo. O autorretrato constitui um exercício que permite revelar traços do criador artista. O mestre da pintura holandesa Rembrandt (1606-1669), através dos seus autorretratos, permite, por exemplo, conhecer o percurso da sua vida, desde a juventude à velhice, mostrando-nos o homem de vontade indomável, mas solitário.
No autorretrato, o artista procura mostra-se (ou descobrir-se) de uma forma mais nítida, mais verdadeira e pode mesmo não gostar daquilo que vê, pode não aprovar, e, por isso, pode modificar a imagem que de si encontrou.
Assim, um autorretrato é um retrato, uma imagem, que o artista se faz de si mesmo. Muito usado na pintura, na literatura ou na escultura, o autorretrato nem sempre representa a imagem real da pessoa, mas sim como o artista se vê: aceita e assume ou tenta mudar e isso depende de cada pessoa ou mesmo de cada momento.


quinta-feira, 24 de março de 2011

Pontilhismo

 O Pontilhismo, é uma técnica de pintura, saída do movimento impressionista, em que pequenas manchas ou pontos de cor provocam, pela justaposição, uma mistura óptica nos olhos do observador (imagem).

Esta técnica baseia-se na lei das cores complementares, avanço científico impulsionado no século XIX, pelo químico Michel Chevreul. Trata-se de uma consequência extrema dos supostos ensinamentos dos impressionistas, segundo os quais as cores deviam ser justapostas e não entre mescladas, deixando à retina a tarefa de reconstruir o tom desejado pelo pintor, combinando as diversas impressões registradas.

A técnica de utilização de ponto coloridos justapostos também pode ser considerada o culminar do desprezo dos impressionistas pela linha, uma vez que esta é somente uma abstração do Homem para representar a natureza.

Esta técnica foi criada na França, com grande impulso de Georges Seurat e Paul Signac, nos idos do século XIX.

Os alunos dos 2ºs Anos usaram essa técnica com muita criatividade!!


quinta-feira, 17 de março de 2011

Arte Abstrata

Wassily Kandinsky


1866 - Moscou, Rússia
1944 - Paris, França

Pintor e escritor Kandinsky formou-se em Direito e Economia. Seu interesse pela pintura veio do impacto que lhe causou a exposição de 1895, dos Impressionistas franceses, apresentada na Rússia. Viajou a Paris em 1896, decidido a dar início a seus estudos artísticos, aos trinta e um anos de idade. Seguiu para Munique onde, sob a tutela de Anton Azbé, estudou pintura por dois anos, prosseguindo, em seguida, os estudos com o professor da Academia de Munique, Franz von Stuck. Kandinsky recebeu nesta época influências dos trabalhos de Gauguin, dos Nabis e de Seurat.

Viveu grande parte da sua vida na Alemanha, o que influenciou sobremaneira o seu estilo e percepções. Lecionou na reconhecida escola de vanguarda, Bauhaus.

Já para o fim da vida, acabou por deixar novamente a Alemanha (a primeira vez havia sido com o iniciar da 1ª Guerra Mundial) e instalou-se perto de Paris, precisamente com o objetivo de aí terminar a sua vida. Morreu em Neuilly-sur-Seine em 1944, aos 78 anos.

Arte Rupestre

A Arte Rupestre é o nome dado as gravuras feitas em abrigos, cavernas, paredes, tetos rochosos e também em superfícies rochosas ao ar livre, as mais antigas foram datadas do período Paleolítico Superior (40.000 a.C.) gravadas em lugares protegidos pelas ações da natureza.
O homem pré-histórico dava valor à arte e ao espírito de conservação dos objetos que construía como, por exemplo: cerâmicas, armas de caça e utensílios feitos de pedras, ossos de animais abatidos e até mesmo por metais. Arqueólogos e antropólogos datando e estudando peças extraídas em escavações conferem a estes vestígios seu real valor como “documentos históricos”, sendo assim verdadeiros vestígios de como era a vida do homem pré-histórico.
Em pesquisas realizadas na Europa, Ásia e África, revelam que em meio a vários primitivos existiram os homens artistas que pintavam, esculpiam e gravavam, demonstrando que o desejo de expressão através das artes é inerente ao ser humano. A estas esculturas é atribuído um sentido mágico, propiciatório da fertilidade feminina e ao primeiro registro de um sentimento religioso ou de divindade.
Entre as artes feitas nos fundos das cavernas, existem algumas pinturas vibrantes realizadas em policromia que ainda hoje causam grande impressão, onde é possível observar a determinação de imitar a natureza com o máximo de realismo, a partir de observações feitas durante a caçada. Na Caverna de Altamira localizada na Espanha, a pintura rupestre do bisonte impressiona pelo tamanho e pelo volume conseguido com a técnica claro-escuro.
Sendo assim fica claro que a arte rupestre em qualquer que seja a justificativa, a arte preservada por milênios em grutas pré-históricas se transformaram em verdadeiros museus da humanidade.

Os alunos dos 5° anos soltaram a imaginação!!!